Característico de uma arquitetura externa comercial, o desafio presente é promover a união entre o programa de um restaurante e casa de carnes com o paisagismo de forma harmônica e contemporânea, criando uma identidade para o estabelecimento. Partindo da análise da implantação das volumetrias, o paisagismo abraça a arquitetura a partir de suas folhagens e volumes, unificando o projeto.

O acesso ao restaurante apresenta um jardim marcado pelos maciços de guaimbés sob a laje do salão principal, juntamente com as disposições das dracenas arboreas forradas com liriope, criando assim uma composição imponente. Ao ingressar no restaurante, tem-se o espaço externo com a disposição de mesas e bancos personalizados, associados a cachepots em aço cortem, contendo massas verdes tropicais volumosas. Como forma de sombrear o espaço do pátio aberto, o projeto contempla a inserção de uma árvore de copa grande em um canteiro de acabamento também em aço cortem, onde o mesmo tem a função de direcionar fluxos.

A intenção de ser um dos elementos de destaque, a parede de blocos de cimento que se encontra no limite do lote recebe uma composição vegetal, se transformando em obra de arte. Nessa parede há o uso de vergalhões e placas de aço cortem de forma a criar dualidade entre cheios e vazios contrastantes. Guiado pelos vergalhões, a trepadeira avança sobre a estrutura, sem sobrepor as placas metálicas, com pontuais maciços de monsteras e guaimbés.

No espaço coberto, também houve a preocupação de incorporar elementos verdes, desta forma, analisados os elementos arquitetônicos, a estrutura modular com cheios e vazios, possibilitam incorporar bandejas em cortem com diferentes alturas, causando a sensação de movimentação na cobertura e ao mesmo tempo, plantas com folhagens pendentes são colocadas nessas bandejas.

Frente a fachada da casa de carnes, ao qual é adequada à uma outra perspectiva de uso e fluxos, o projeto propõe uma pequena praça que organiza e direciona essas diretrizes, onde a proposta de bancos personalizados com a mesma linguagem do restaurante é associada à vegetação do espaço, sem obstruir a visão para a loja. Ao centro da praça, novamente, a presença de uma árvore cria o sombreamento, trazendo conforto à  área aberta de permanência.